O SEU CAMINHO
colorblog  #especial12
Em nossa sociedade vivemos o que eu denominaria como a época da felicidade, não aceite menos que a felicidade.
A mídia traz o corpo perfeito, a dieta perfeita, a família perfeita, o namoro perfeito, a viagem perfeita, enfim, ideais de vida pra grande parte de nossa população inatingíveis. Todavia, muitos não fazem uma análise crítica sobre isso, e aceitam o desafio de buscar a felicidade tendo como referencial esses padrões. E mais comum ainda são essas pessoas buscarem as famosas autoajudas, que ajudam apenas o autor a vender livros, e você acaba descobrindo que os 10 passos para a felicidade não são tão atingíveis assim.
E o que fazer agora? Não estou satisfeito como a minha vida, não viajo para a Disney todos os anos, meu corpo não é malhado, não me alimento corretamente, meus filhos vivem em pé de guerra, não consigo seguir os 10 passos para a felicidade e eu mereço ser feliz, eu tenho que ser produtivo, não posso ficar triste, não posso me abater, preciso curtir a vida.
Eis então que ao invés de tentar rever nossos conceitos, repensar o que estamos fazendo, pegamos o atalho. Tomamos pílulas lindas da felicidade e hoje é até bonito em rodas de conversas falar qual “regulador” de emoção” você está tomando.
Existem pessoas que precisam sim ser medicadas, mas grande parte dos que fazem uso não tem tal necessidade. Os excessos não são bem vindos, seja uma pessoa controlada.
Esse é um cenário que se desenha diariamente em nossas vidas, um cenário a meu ver, desumano, frio e distante, muito longe da felicidade que todos pregam. Eu poderia passar dias e dias aqui escrevendo tudo o que nos leva a adoecer nesse mundo, mas me restringi apenas a esses poucos exemplos.
O que eu penso é que por mais que desejamos a vida não tem manual, a vida é uma descoberta que só se aprende caminhando, correndo o risco, sendo o melhor de nós todos os dias. Não é saudável a comparação, não lute contra a balança, lute contra as prisões que você se impõe todos os dias. A felicidade não é uma constante, temos o direito de sentir medo, raiva, tristeza, ciúme, dentre tantas outras emoções. Todas elas têm funções importantes em nossa existência, o medo, por exemplo, imagina se eu não o sentisse diante da uma situação de perigo, o meu risco seria ainda maior. Tem momentos que vamos nos entristecer, ficaremos chateados, não vamos querer fazer nada, e que mal tem nisso? Esse também é um direito nosso.
Seja humano, sinta todas as emoções que a vida coloca a nós, transborde, não tenha medo da vida, viva naturalmente que a felicidade virá, principalmente se você estiver conectado as realizações de seus reais desejos e não as coisas que nos ensinaram a gostar e a valorizar, se conecte as pessoas que você ama e situações que fazem seu coração vibrar. E aquele clichê que sempre escutamos fará sentido. A felicidade está nas coisas simples. Se permita viver e construir o seu caminho.

@rafaeldinizpsi